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Provérbios 1




  1. Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel;
  2. Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem, as palavras da prudência.
  3. Para se receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a eqüidade;
  4. Para dar aos simples, prudência, e aos moços, conhecimento e bom siso;
  5. O sábio ouvirá e crescerá em conhecimento, e o entendido adquirirá sábios conselhos;
  6. Para entender os provérbios e sua interpretação; as palavras dos sábios e as suas proposições.
  7. O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.
  8. Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensinamento de tua mãe,
  9. Porque serão como diadema gracioso em tua cabeça, e colares ao teu pescoço.
  10. Filho meu, se os pecadores procuram te atrair com agrados, não aceites.
  11. Se disserem: Vem conosco a tocaias de sangue; embosquemos o inocente sem motivo;
  12. Traguemo-los vivos, como a sepultura; e inteiros, como os que descem à cova;
  13. Acharemos toda sorte de bens preciosos; encheremos as nossas casas de despojos;
  14. Lança a tua sorte conosco; teremos todos uma só bolsa!
  15. Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; desvia o teu pé das suas veredas;
  16. Porque os seus pés correm para o mal, e se apressam a derramar sangue.
  17. Na verdade é inútil estender-se a rede ante os olhos de qualquer ave.
  18. No entanto estes armam ciladas contra o seu próprio sangue; e espreitam suas próprias vidas.
  19. São assim as veredas de todo aquele que usa de cobiça: ela põe a perder a alma dos que a possuem.
  20. A sabedoria clama lá fora; pelas ruas levanta a sua voz.
  21. Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas e nas cidades profere as suas palavras:
  22. Até quando, ó simples, amareis a simplicidade? E vós escarnecedores, desejareis o escárnio? E vós insensatos, odiareis o conhecimento?
  23. Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras.
  24. Entretanto, porque eu clamei e recusastes; e estendi a minha mão e não houve quem desse atenção,
  25. Antes rejeitastes todo o meu conselho, e não quisestes a minha repreensão,
  26. Também de minha parte eu me rirei na vossa perdição e zombarei, em vindo o vosso temor.
  27. Vindo o vosso temor como a assolação, e vindo a vossa perdição como uma tormenta, sobrevirá a vós aperto e angústia.
  28. Então clamarão a mim, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão, porém não me acharão.
  29. Porquanto odiaram o conhecimento; e não preferiram o temor do Senhor:
  30. Não aceitaram o meu conselho, e desprezaram toda a minha repreensão.
  31. Portanto comerão do fruto do seu caminho, e fartar-se-ão dos seus próprios conselhos.
  32. Porque o erro dos simples os matará, e o desvario dos insensatos os destruirá.
  33. Mas o que me der ouvidos habitará em segurança, e estará livre do temor do mal.

Provérbios 2




  1. Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos,
  2. Para fazeres o teu ouvido atento à sabedoria; e inclinares o teu coração ao entendimento;
  3. Se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz,
  4. Se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares,
  5. Então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus.
  6. Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento.
  7. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade,
  8. Para que guardem as veredas do juízo. Ele preservará o caminho dos seus santos.
  9. Então entenderás a justiça, o juízo, a eqüidade e todas as boas veredas.
  10. Pois quando a sabedoria entrar no teu coração, e o conhecimento for agradável à tua alma,
  11. O bom siso te guardará e a inteligência te conservará;
  12. Para te afastar do mau caminho, e do homem que fala coisas perversas;
  13. Dos que deixam as veredas da retidão, para andarem pelos caminhos escusos;
  14. Que se alegram de fazer mal, e folgam com as perversidades dos maus,
  15. Cujas veredas são tortuosas e que se desviam nos seus caminhos;
  16. Para te afastar da mulher estranha, sim da estranha que lisonjeia com suas palavras;
  17. Que deixa o guia da sua mocidade e se esquece da aliança do seu Deus;
  18. Porque a sua casa se inclina para a morte, e as suas veredas para os mortos.
  19. Todos os que se dirigem a ela não voltarão e não atinarão com as veredas da vida.
  20. Para andares pelos caminhos dos bons, e te conservares nas veredas dos justos.
  21. Porque os retos habitarão a terra, e os íntegros permanecerão nela.
  22. Mas os ímpios serão arrancados da terra, e os aleivosos serão dela exterminados.

Provérbios 3




  1. Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos.
  2. Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz.
  3. Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração.
  4. E acharás graça e bom entendimento aos olhos de Deus e do homem.
  5. Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.
  6. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.
  7. Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal.
  8. Isto será saúde para o teu âmago, e medula para os teus ossos.
  9. Honra ao Senhor com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos;
  10. E se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.
  11. Filho meu, não rejeites a correção do Senhor, nem te enojes da sua repreensão.
  12. Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem.
  13. Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento;
  14. Porque é melhor a sua mercadoria do que artigos de prata, e maior o seu lucro que o ouro mais fino.
  15. Mais preciosa é do que os rubis, e tudo o que mais possas desejar não se pode comparar a ela.
  16. Vida longa de dias está na sua mão direita; e na esquerda, riquezas e honra.
  17. Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas de paz.
  18. É árvore de vida para os que dela tomam, e são bem-aventurados todos os que a retêm.
  19. O Senhor, com sabedoria fundou a terra; com entendimento preparou os céus.
  20. Pelo seu conhecimento se fenderam os abismos, e as nuvens destilam o orvalho.
  21. Filho meu, não se apartem estas coisas dos teus olhos: guarda a verdadeira sabedoria e o bom siso;
  22. Porque serão vida para a tua alma, e adorno ao teu pescoço.
  23. Então andarás confiante pelo teu caminho, e o teu pé não tropeçará.
  24. Quando te deitares, não temerás; ao contrário, o teu sono será suave ao te deitares.
  25. Não temas o pavor repentino, nem a investida dos perversos quando vier.
  26. Porque o Senhor será a tua esperança; guardará os teus pés de serem capturados.
  27. Não deixes de fazer bem a quem o merece, estando em tuas mãos a capacidade de fazê-lo.
  28. Não digas ao teu próximo: Vai, e volta amanhã que to darei, se já o tens contigo.
  29. Não maquines o mal contra o teu próximo, pois que habita contigo confiadamente.
  30. Não contendas com alguém sem causa, se não te fez nenhum mal.
  31. Não tenhas inveja do homem violento, nem escolhas nenhum dos seus caminhos.
  32. Porque o perverso é abominável ao Senhor, mas com os sinceros ele tem intimidade.
  33. A maldição do Senhor habita na casa do ímpio, mas a habitação dos justos abençoará.
  34. Certamente ele escarnecerá dos escarnecedores, mas dará graça aos mansos.
  35. Os sábios herdarão honra, mas os loucos tomam sobre si vergonha.

Provérbios 4




  1. Ouvi, filhos, a instrução do pai, e estai atentos para conhecerdes a prudência.
  2. Pois dou-vos boa doutrina; não deixeis a minha lei.
  3. Porque eu era filho tenro na companhia de meu pai, e único diante de minha mãe.
  4. E ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos, e vive.
  5. Adquire sabedoria, adquire inteligência, e não te esqueças nem te apartes das palavras da minha boca.
  6. Não a abandones e ela te guardará; ama-a, e ela te protegerá.
  7. A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento.
  8. Exalta-a, e ela te exaltará; e, abraçando-a tu, ela te honrará.
  9. Dará à tua cabeça um diadema de graça e uma coroa de glória te entregará.
  10. Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se multiplicarão os anos da tua vida.
  11. No caminho da sabedoria te ensinei, e por veredas de retidão te fiz andar.
  12. Por elas andando, não se embaraçarão os teus passos; e se correres não tropeçarás.
  13. Apega-te à instrução e não a largues; guarda-a, porque ela é a tua vida.
  14. Não entres pela vereda dos ímpios, nem andes no caminho dos maus.
  15. Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo.
  16. Pois não dormem, se não fizerem mal, e foge deles o sono se não fizerem alguém tropeçar.
  17. Porque comem o pão da impiedade, e bebem o vinho da violência.
  18. Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.
  19. O caminho dos ímpios é como a escuridão; nem sabem em que tropeçam.
  20. Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido.
  21. Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no íntimo do teu coração.
  22. Porque são vida para os que as acham, e saúde para todo o seu corpo.
  23. Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.
  24. Desvia de ti a falsidade da boca, e afasta de ti a perversidade dos lábios.
  25. Os teus olhos olhem para a frente, e as tuas pálpebras olhem direto diante de ti.
  26. Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam bem ordenados!
  27. Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal.

Provérbios 5




  1. Filho meu, atende à minha sabedoria; à minha inteligência inclina o teu ouvido;
  2. Para que guardes os meus conselhos e os teus lábios observem o conhecimento.
  3. Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais suave do que o azeite.
  4. Mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes.
  5. Os seus pés descem para a morte; os seus passos estão impregnados do inferno.
  6. Para que não ponderes os caminhos da vida, as suas andanças são errantes: jamais os conhecerás.
  7. Agora, pois, filhos, dai-me ouvidos, e não vos desvieis das palavras da minha boca.
  8. Longe dela seja o teu caminho, e não te chegues à porta da sua casa;
  9. Para que não dês a outrem a tua honra, e não entregues a cruéis os teus anos de vida;
  10. Para que não farte a estranhos o teu esforço, e todo o fruto do teu trabalho vá parar em casa alheia;
  11. E no fim venhas a gemer, no consumir-se da tua carne e do teu corpo.
  12. E então digas: Como odiei a correção! e o meu coração desprezou a repreensão!
  13. E não escutei a voz dos que me ensinavam, nem aos meus mestres inclinei o meu ouvido!
  14. No meio da congregação e da assembléia foi que eu me achei em quase todo o mal.
  15. Bebe água da tua fonte, e das correntes do teu poço.
  16. Derramar-se-iam as tuas fontes por fora, e pelas ruas os ribeiros de águas?
  17. Sejam para ti só, e não para os estranhos contigo.
  18. Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade.
  19. Como cerva amorosa, e gazela graciosa, os seus seios te saciem todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente.
  20. E porque, filho meu, te deixarias atrair por outra mulher, e te abraçarias ao peito de uma estranha?
  21. Eis que os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele pesa todas as suas veredas.
  22. Quanto ao ímpio, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido.
  23. Ele morrerá, porque desavisadamente andou, e pelo excesso da sua loucura se perderá.

Provérbios 6





  1. Filho meu, se ficaste por fiador do teu companheiro, se deste a tua mão ao estranho,
  2. E te deixaste enredar pelas próprias palavras; e te prendeste nas palavras da tua boca;
  3. Faze pois isto agora, filho meu, e livra-te, já que caíste nas mãos do teu companheiro: vai, humilha-te, e importuna o teu companheiro.
  4. Não dês sono aos teus olhos, nem deixes adormecer as tuas pálpebras.
  5. Livra-te, como a gazela da mão do caçador, e como a ave da mão do passarinheiro.
  6. Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio.
  7. Pois ela, não tendo chefe, nem guarda, nem dominador,
  8. Prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento.
  9. Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?
  10. Um pouco a dormir, um pouco a tosquenejar; um pouco a repousar de braços cruzados;
  11. Assim sobrevirá a tua pobreza como o meliante, e a tua necessidade como um homem armado.
  12. O homem mau, o homem iníquo tem a boca pervertida.
  13. Acena com os olhos, fala com os pés e faz sinais com os dedos.
  14. Há no seu coração perversidade, todo o tempo maquina mal; anda semeando contendas.
  15. Por isso a sua destruição virá repentinamente; subitamente será quebrantado, sem que haja cura.
  16. Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina:
  17. Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,
  18. O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal,
  19. A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.
  20. Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a lei da tua mãe;
  21. Ata-os perpetuamente ao teu coração, e pendura-os ao teu pescoço.
  22. Quando caminhares, te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo.
  23. Porque o mandamento é lâmpada, e a lei é luz; e as repreensões da correção são o caminho da vida,
  24. Para te guardarem da mulher vil, e das lisonjas da estranha.
  25. Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te prendas aos seus olhos.
  26. Porque por causa duma prostituta se chega a pedir um bocado de pão; e a adúltera anda à caça da alma preciosa.
  27. Porventura tomará alguém fogo no seu seio, sem que suas vestes se queimem?
  28. Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés?
  29. Assim ficará o que entrar à mulher do seu próximo; não será inocente todo aquele que a tocar.
  30. Não se injuria o ladrão, quando furta para saciar-se, tendo fome;
  31. E se for achado pagará o tanto sete vezes; terá de dar todos os bens da sua casa.
  32. Assim, o que adultera com uma mulher é falto de entendimento; aquele que faz isso destrói a sua alma.
  33. Achará castigo e vilipêndio, e o seu opróbrio nunca se apagará.
  34. Porque os ciúmes enfurecerão o marido; de maneira nenhuma perdoará no dia da vingança.
  35. Não aceitará nenhum resgate, nem se conformará por mais que aumentes os presentes.

Provérbios 7




  1. Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos.
  2. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos.
  3. Ata-os aos teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração.
  4. Dize à sabedoria: Tu és minha irmã; e à prudência chama de tua parenta,
  5. Para que elas te guardem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com as suas palavras.
  6. Porque da janela da minha casa, olhando eu por minhas frestas,
  7. Vi entre os simples, descobri entre os moços, um moço falto de juízo,
  8. Que passava pela rua junto à sua esquina, e seguia o caminho da sua casa;
  9. No crepúsculo, à tarde do dia, na tenebrosa noite e na escuridão.
  10. E eis que uma mulher lhe saiu ao encontro com enfeites de prostituta, e astúcia de coração.
  11. Estava alvoroçada e irrequieta; não paravam em sua casa os seus pés.
  12. Foi para fora, depois pelas ruas, e ia espreitando por todos os cantos;
  13. E chegou-se para ele e o beijou. Com face impudente lhe disse:
  14. Sacrifícios pacíficos tenho comigo; hoje paguei os meus votos.
  15. Por isto saí ao teu encontro a buscar diligentemente a tua face, e te achei.
  16. Já cobri a minha cama com cobertas de tapeçaria, com obras lavradas, com linho fino do Egito.
  17. Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e canela.
  18. Vem, saciemo-nos de amores até à manhã; alegremo-nos com amores.
  19. Porque o marido não está em casa; foi fazer uma longa viagem;
  20. Levou na sua mão um saquitel de dinheiro; voltará para casa só no dia marcado.
  21. Assim, o seduziu com palavras muito suaves e o persuadiu com as lisonjas dos seus lábios.
  22. E ele logo a segue, como o boi que vai para o matadouro, e como vai o insensato para o castigo das prisões;
  23. Até que a flecha lhe atravesse o fígado; ou como a ave que se apressa para o laço, e não sabe que está armado contra a sua vida.
  24. Agora pois, filhos, dai-me ouvidos, e estai atentos às palavras da minha boca.
  25. Não se desvie para os caminhos dela o teu coração, e não te deixes perder nas suas veredas.
  26. Porque a muitos feridos derrubou; e são muitíssimos os que por causa dela foram mortos.
  27. A sua casa é caminho do inferno que desce para as câmaras da morte.

Provérbios 8




  1. Não clama porventura a sabedoria, e a inteligência não faz ouvir a sua voz?
  2. No cume das alturas, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas se posta.
  3. Do lado das portas da cidade, à entrada da cidade, e à entrada das portas está gritando:
  4. A vós, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens.
  5. Entendei, ó simples, a prudência; e vós, insensatos, entendei de coração.
  6. Ouvi, porque falarei coisas excelentes; os meus lábios se abrirão para a eqüidade.
  7. Porque a minha boca proferirá a verdade, e os meus lábios abominam a impiedade.
  8. São justas todas as palavras da minha boca: não há nelas nenhuma coisa tortuosa nem pervertida.
  9. Todas elas são retas para aquele que as entende bem, e justas para os que acham o conhecimento.
  10. Aceitai a minha correção, e não a prata; e o conhecimento, mais do que o ouro fino escolhido.
  11. Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e tudo o que mais se deseja não se pode comparar com ela.
  12. Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e acho o conhecimento dos conselhos.
  13. O temor do Senhor é odiar o mal; a soberba e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu odeio.
  14. Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria; eu sou o entendimento; minha é a fortaleza.
  15. Por mim reinam os reis e os príncipes decretam justiça.
  16. Por mim governam príncipes e nobres; sim, todos os juízes da terra.
  17. Eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão.
  18. Riquezas e honra estão comigo; assim como os bens duráveis e a justiça.
  19. Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado, e os meus ganhos mais do que a prata escolhida.
  20. Faço andar pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo.
  21. Para que faça herdar bens permanentes aos que me amam, e eu encha os seus tesouros.
  22. O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras.
  23. Desde a eternidade fui ungida, desde o princípio, antes do começo da terra.
  24. Quando ainda não havia abismos, fui gerada, quando ainda não havia fontes carregadas de águas.
  25. Antes que os montes se houvessem assentado, antes dos outeiros, eu fui gerada.
  26. Ainda ele não tinha feito a terra, nem os campos, nem o princípio do pó do mundo.
  27. Quando ele preparava os céus, aí estava eu, quando traçava o horizonte sobre a face do abismo;
  28. Quando firmava as nuvens acima, quando fortificava as fontes do abismo,
  29. Quando fixava ao mar o seu termo, para que as águas não traspassassem o seu mando, quando compunha os fundamentos da terra.
  30. Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo;
  31. Regozijando-me no seu mundo habitável e enchendo-me de prazer com os filhos dos homens.
  32. Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque bem-aventurados serão os que guardarem os meus caminhos.
  33. Ouvi a instrução, e sede sábios, não a rejeiteis.
  34. Bem-aventurado o homem que me dá ouvidos, velando às minhas portas cada dia, esperando às ombreiras da minha entrada.
  35. Porque o que me achar, achará a vida, e alcançará o favor do Senhor.
  36. Mas o que pecar contra mim violentará a sua própria alma; todos os que me odeiam amam a morte.

Provérbios 9




  1. A sabedoria já edificou a sua casa, já lavrou as suas sete colunas.
  2. Já abateu os seus animais e misturou o seu vinho, e já preparou a sua mesa.
  3. Já ordenou às suas criadas, e está convidando desde as alturas da cidade, dizendo:
  4. Quem é simples, volte-se para cá. Aos faltos de senso diz:
  5. Vinde, comei do meu pão, e bebei do vinho que tenho misturado.
  6. Deixai os insensatos e vivei; e andai pelo caminho do entendimento.
  7. O que repreende o escarnecedor, toma afronta para si; e o que censura o ímpio recebe a sua mancha.
  8. Não repreendas o escarnecedor, para que não te odeie; repreende o sábio, e ele te amará.
  9. Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio; ensina o justo e ele aumentará em entendimento.
  10. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência.
  11. Porque por meu intermédio se multiplicam os teus dias, e anos de vida se te aumentarão.
  12. Se fores sábio, para ti serás sábio; e, se fores escarnecedor, só tu o suportarás.
  13. A mulher louca é alvoroçadora; é simples e nada sabe.
  14. Assenta-se à porta da sua casa numa cadeira, nas alturas da cidade,
  15. E põe-se a chamar aos que vão pelo caminho, e que passam reto pelas veredas, dizendo:
  16. Quem é simples, volte-se para cá. E aos faltos de entendimento ela diz:
  17. As águas roubadas são doces, e o pão tomado às escondidas é agradável.
  18. Mas não sabem que ali estão os mortos; os seus convidados estão nas profundezas do inferno.

Provérbios 10




  1. Provérbios de Salomão: O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho insensato é a tristeza de sua mãe.
  2. Os tesouros da impiedade de nada aproveitam; mas a justiça livra da morte.
  3. O Senhor não deixa o justo passar fome, mas rechaça a aspiração dos perversos.
  4. O que trabalha com mão displicente empobrece, mas a mão dos diligentes enriquece.
  5. O que ajunta no verão é filho ajuizado, mas o que dorme na sega é filho que envergonha.
  6. Bênçãos há sobre a cabeça do justo, mas a violência cobre a boca dos perversos.
  7. A memória do justo é abençoada, mas o nome dos perversos apodrecerá.
  8. O sábio de coração aceita os mandamentos, mas o insensato de lábios ficará transtornado.
  9. Quem anda em sinceridade, anda seguro; mas o que perverte os seus caminhos ficará conhecido.
  10. O que acena com os olhos causa dores, e o tolo de lábios ficará transtornado.
  11. A boca do justo é fonte de vida, mas a violência cobre a boca dos perversos.
  12. O ódio excita contendas, mas o amor cobre todos os pecados.
  13. Nos lábios do entendido se acha a sabedoria, mas a vara é para as costas do falto de entendimento.
  14. Os sábios entesouram a sabedoria; mas a boca do tolo o aproxima da ruína.
  15. Os bens do rico são a sua cidade forte, a pobreza dos pobres a sua ruína.
  16. A obra do justo conduz à vida, o fruto do perverso, ao pecado.
  17. O caminho para a vida é daquele que guarda a instrução, mas o que deixa a repreensão comete erro.
  18. O que encobre o ódio tem lábios falsos, e o que divulga má fama é um insensato.
  19. Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é sábio.
  20. Prata escolhida é a língua do justo; o coração dos perversos é de nenhum valor.
  21. Os lábios do justo apascentam a muitos, mas os tolos morrem por falta de entendimento.
  22. A bênção do Senhor é que enriquece; e não traz consigo dores.
  23. Para o tolo, o cometer desordem é divertimento; mas para o homem entendido é o ter sabedoria.
  24. Aquilo que o perverso teme sobrevirá a ele, mas o desejo dos justos será concedido.
  25. Como passa a tempestade, assim desaparece o perverso, mas o justo tem fundamento perpétuo.
  26. Como vinagre para os dentes, como fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam.
  27. O temor do Senhor aumenta os dias, mas os perversos terão os anos da vida abreviados.
  28. A esperança dos justos é alegria, mas a expectação dos perversos perecerá.
  29. O caminho do Senhor é fortaleza para os retos, mas ruína para os que praticam a iniqüidade.
  30. O justo nunca jamais será abalado, mas os perversos não habitarão a terra.
  31. A boca do justo jorra sabedoria, mas a língua da perversidade será cortada.
  32. Os lábios do justo sabem o que agrada, mas a boca dos perversos, só perversidades.

Provérbios 11




  1. Balança enganosa é abominação para o SENHOR, mas o peso justo é o seu prazer.
  2. Em vindo a soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria.
  3. A sinceridade dos íntegros os guiará, mas a perversidade dos aleivosos os destruirá.
  4. De nada aproveitam as riquezas no dia da ira, mas a justiça livra da morte.
  5. A justiça do sincero endireitará o seu caminho, mas o perverso pela sua falsidade cairá.
  6. A justiça dos virtuosos os livrará, mas na sua perversidade serão apanhados os iníquos.
  7. Morrendo o homem perverso perece sua esperança, e acaba-se a expectação de riquezas.
  8. O justo é libertado da angústia, e vem o ímpio para o seu lugar.
  9. O hipócrita com a boca destrói o seu próximo, mas os justos se libertam pelo conhecimento.
  10. No bem dos justos exulta a cidade; e perecendo os ímpios, há júbilo.
  11. Pela bênção dos homens de bem a cidade se exalta, mas pela boca dos perversos é derrubada.
  12. O que despreza o seu próximo carece de entendimento, mas o homem entendido se mantém calado.
  13. O mexeriqueiro revela o segredo, mas o fiel de espírito o mantém em oculto.
  14. Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança.
  15. Decerto sofrerá severamente aquele que fica por fiador do estranho, mas o que evita a fiança estará seguro.
  16. A mulher graciosa guarda a honra como os violentos guardam as riquezas.
  17. O homem bom cuida bem de si mesmo, mas o cruel prejudica o seu corpo.
  18. O ímpio faz obra falsa, mas para o que semeia justiça haverá galardão fiel.
  19. Como a justiça encaminha para a vida, assim o que segue o mal vai para a sua morte.
  20. Abominação ao Senhor são os perversos de coração, mas os de caminho sincero são o seu deleite.
  21. Ainda que junte as mãos, o mau não ficará impune, mas a semente dos justos será liberada.
  22. Como jóia de ouro no focinho de uma porca, assim é a mulher formosa que não tem discrição.
  23. O desejo dos justos é tão somente para o bem, mas a esperança dos ímpios é criar contrariedades.
  24. Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua perda.
  25. A alma generosa prosperará e aquele que atende também será atendido.
  26. Ao que retém o trigo o povo amaldiçoa, mas bênção haverá sobre a cabeça do que o vende.
  27. O que cedo busca o bem, busca favor, mas o que procura o mal, esse lhe sobrevirá.
  28. Aquele que confia nas suas riquezas cairá, mas os justos reverdecerão como a folhagem.
  29. O que perturba a sua casa herdará o vento, e o tolo será servo do sábio de coração.
  30. O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio.
  31. Eis que o justo recebe na terra a retribuição; quanto mais o ímpio e o pecador!

Provérbios 12




  1. O que ama a instrução ama o conhecimento, mas o que odeia a repreensão é estúpido.
  2. O homem de bem alcançará o favor do Senhor, mas ao homem de intenções perversas ele condenará.
  3. O homem não se estabelecerá pela impiedade, mas a raiz dos justos não será removida.
  4. A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que o envergonha é como podridão nos seus ossos.
  5. Os pensamentos dos justos são retos, mas os conselhos dos ímpios, engano.
  6. As palavras dos ímpios são ciladas para derramar sangue, mas a boca dos retos os livrará.
  7. Os ímpios serão transtornados e não subsistirão, mas a casa dos justos permanecerá.
  8. Cada qual será louvado segundo o seu entendimento, mas o perverso de coração estará em desprezo.
  9. Melhor é o que se estima em pouco, e tem servos, do que o que se vangloria e tem falta de pão.
  10. O justo tem consideração pela vida dos seus animais, mas as afeições dos ímpios são cruéis.
  11. O que lavra a sua terra se fartará de pão; mas o que segue os ociosos é falto de juízo.
  12. O ímpio deseja a rede dos maus, mas a raiz dos justos produz o seu fruto.
  13. O ímpio se enlaça na transgressão dos lábios, mas o justo sairá da angústia.
  14. Cada um se fartará do fruto da sua boca, e da obra das suas mãos o homem receberá a recompensa.
  15. O caminho do insensato é reto aos seus próprios olhos, mas o que dá ouvidos ao conselho é sábio.
  16. A ira do insensato se conhece no mesmo dia, mas o prudente encobre a afronta.
  17. O que diz a verdade manifesta a justiça, mas a falsa testemunha diz engano.
  18. Há alguns que falam como que espada penetrante, mas a língua dos sábios é saúde.
  19. O lábio da verdade permanece para sempre, mas a língua da falsidade, dura por um só momento.
  20. No coração dos que maquinam o mal há engano, mas os que aconselham a paz têm alegria.
  21. Nenhum agravo sobrevirá ao justo, mas os ímpios ficam cheios de mal.
  22. Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o seu deleite.
  23. O homem prudente encobre o conhecimento, mas o coração dos tolos proclama a estultícia.
  24. A mão dos diligentes dominará, mas os negligentes serão tributários.
  25. A ansiedade no coração deixa o homem abatido, mas uma boa palavra o alegra.
  26. O justo é mais excelente do que o seu próximo, mas o caminho dos ímpios faz errar.
  27. O preguiçoso deixa de assar a sua caça, mas ser diligente é o precioso bem do homem.
  28. Na vereda da justiça está a vida, e no caminho da sua carreira não há morte.

Provérbios 13





  1. O filho sábio atende à instrução do pai; mas o escarnecedor não ouve a repreensão.
  2. Do fruto da boca cada um comerá o bem, mas a alma dos prevaricadores comerá a violência.
  3. O que guarda a sua boca conserva a sua alma, mas o que abre muito os seus lábios se destrói.
  4. A alma do preguiçoso deseja, e coisa nenhuma alcança, mas a alma dos diligentes se farta.
  5. O justo odeia a palavra de mentira, mas o ímpio faz vergonha e se confunde.
  6. A justiça guarda ao que é de caminho certo, mas a impiedade transtornará o pecador.
  7. Há alguns que se fazem de ricos, e não têm coisa nenhuma, e outros que se fazem de pobres e têm muitas riquezas.
  8. O resgate da vida de cada um são as suas riquezas, mas o pobre não ouve ameaças.
  9. A luz dos justos alegra, mas a candeia dos ímpios se apagará.
  10. Da soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria.
  11. A riqueza de procedência vã diminuirá, mas quem a ajunta com o próprio trabalho a aumentará.
  12. A esperança adiada desfalece o coração, mas o desejo atendido é árvore de vida.
  13. O que despreza a palavra perecerá, mas o que teme o mandamento será galardoado.
  14. A doutrina do sábio é uma fonte de vida para se desviar dos laços da morte.
  15. O bom entendimento favorece, mas o caminho dos prevaricadores é áspero.
  16. Todo prudente procede com conhecimento, mas o insensato espraia a sua loucura.
  17. O que prega a maldade cai no mal, mas o embaixador fiel é saúde.
  18. Pobreza e afronta virão ao que rejeita a instrução, mas o que guarda a repreensão será honrado.
  19. O desejo que se alcança deleita a alma, mas apartar-se do mal é abominável para os insensatos.
  20. O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos será destruído.
  21. O mal perseguirá os pecadores, mas os justos serão galardoados com o bem.
  22. O homem de bem deixa uma herança aos filhos de seus filhos, mas a riqueza do pecador é depositada para o justo.
  23. O pobre, do sulco da terra, tira mantimento em abundância; mas há os que se consomem por falta de juízo.
  24. O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga.
  25. O justo come até ficar satisfeito, mas o ventre dos ímpios passará necessidade.

Provérbios 14




  1. Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos.
  2. O que anda na retidão teme ao Senhor, mas o que se desvia de seus caminhos o despreza.
  3. Na boca do tolo está a punição da soberba, mas os sábios se conservam pelos próprios lábios.
  4. Não havendo bois o estábulo fica limpo, mas pela força do boi há abundância de colheita.
  5. A verdadeira testemunha não mentirá, mas a testemunha falsa se desboca em mentiras.
  6. O escarnecedor busca sabedoria e não acha nenhuma, para o prudente, porém, o conhecimento é fácil.
  7. Desvia-te do homem insensato, porque nele não acharás lábios de conhecimento.
  8. A sabedoria do prudente é entender o seu caminho, mas a estultícia dos insensatos é engano.
  9. Os insensatos zombam do pecado, mas entre os retos há benevolência.
  10. O coração conhece a sua própria amargura, e o estranho não participará no íntimo da sua alegria.
  11. A casa dos ímpios se desfará, mas a tenda dos retos florescerá.
  12. Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.
  13. Até no riso o coração sente dor e o fim da alegria é tristeza.
  14. O que no seu coração comete deslize, se enfada dos seus caminhos, mas o homem bom fica satisfeito com o seu proceder.
  15. O simples dá crédito a cada palavra, mas o prudente atenta para os seus passos.
  16. O sábio teme, e desvia-se do mal, mas o tolo se encoleriza, e dá-se por seguro.
  17. O que se indigna à toa fará doidices, e o homem de maus intentos será odiado.
  18. Os simples herdarão a estultícia, mas os prudentes serão coroados de conhecimento.
  19. Os maus inclinam-se diante dos bons, e os ímpios diante das portas dos justos.
  20. O pobre é odiado até pelo seu próximo, porém os amigos dos ricos são muitos.
  21. O que despreza ao seu próximo peca, mas o que se compadece dos humildes é bem-aventurado.
  22. Porventura não erram os que praticam o mal? mas beneficência e fidelidade haverá para os que praticam o bem.
  23. Em todo trabalho há proveito, mas ficar só em palavras leva à pobreza.
  24. A coroa dos sábios é a sua riqueza, a estultícia dos tolos é só estultícia.
  25. A testemunha verdadeira livra as almas, mas o que se desboca em mentiras é enganador.
  26. No temor do Senhor há firme confiança e ele será um refúgio para seus filhos.
  27. O temor do Senhor é fonte de vida, para desviar dos laços da morte.
  28. Na multidão do povo está a glória do rei, mas na falta de povo a ruína do príncipe.
  29. O longânimo é grande em entendimento, mas o que é de espírito impaciente mostra a sua loucura.
  30. O sentimento sadio é vida para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos.
  31. O que oprime o pobre insulta àquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado o honra.
  32. Pela sua própria malícia é lançado fora o perverso, mas o justo até na morte se mantém confiante.
  33. No coração do prudente a sabedoria permanece, mas o que está no interior dos tolos se faz conhecido.
  34. A justiça exalta os povos, mas o pecado é a vergonha das nações.
  35. O rei se alegra no servo prudente, mas sobre o que o envergonha cairá o seu furor.

Provérbios 15




  1. A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.
  2. A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a estultícia.
  3. Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.
  4. A língua benigna é árvore de vida, mas a perversidade nela deprime o espírito.
  5. O tolo despreza a instrução de seu pai, mas o que observa a repreensão se haverá prudentemente.
  6. Na casa do justo há um grande tesouro, mas nos ganhos do ímpio há perturbação.
  7. Os lábios dos sábios derramam o conhecimento, mas o coração dos tolos não faz assim.
  8. O sacrifício dos ímpios é abominável ao Senhor, mas a oração dos retos é o seu contentamento.
  9. O caminho do ímpio é abominável ao Senhor, mas ao que segue a justiça ele ama.
  10. Correção severa há para o que deixa a vereda, e o que odeia a repreensão morrerá.
  11. O inferno e a perdição estão perante o Senhor; quanto mais os corações dos filhos dos homens?
  12. O escarnecedor não ama aquele que o repreende, nem se chegará aos sábios.
  13. O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate.
  14. O coração entendido buscará o conhecimento, mas a boca dos tolos se apascentará de estultícia.
  15. Todos os dias do oprimido são maus, mas o coração alegre é um banquete contínuo.
  16. Melhor é o pouco com o temor do Senhor, do que um grande tesouro onde há inquietação.
  17. Melhor é a comida de hortaliça, onde há amor, do que o boi cevado, e com ele o ódio.
  18. O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apaziguará a luta.
  19. O caminho do preguiçoso é cercado de espinhos, mas a vereda dos retos é bem aplanada.
  20. O filho sábio alegra seu pai, mas o homem insensato despreza a sua mãe.
  21. A estultícia é alegria para o que carece de entendimento, mas o homem entendido anda retamente.
  22. Quando não há conselhos os planos se dispersam, mas havendo muitos conselheiros eles se firmam.
  23. O homem se alegra em responder bem, e quão boa é a palavra dita a seu tempo!
  24. Para o entendido, o caminho da vida leva para cima, para que se desvie do inferno em baixo.
  25. O Senhor desarraiga a casa dos soberbos, mas estabelece o termo da viúva.
  26. Abomináveis são para o Senhor os pensamentos do mau, mas as palavras dos puros são aprazíveis.
  27. O que agir com avareza perturba a sua casa, mas o que odeia presentes viverá.
  28. O coração do justo medita no que há de responder, mas a boca dos ímpios jorra coisas más.
  29. O Senhor está longe dos ímpios, mas a oração dos justos escutará.
  30. A luz dos olhos alegra o coração, a boa notícia fortalece os ossos.
  31. Os ouvidos que atendem à repreensão da vida farão a sua morada no meio dos sábios.
  32. O que rejeita a instrução menospreza a própria alma, mas o que escuta a repreensão adquire entendimento.
  33. O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade.

Provérbios 16




  1. Do homem são as preparações do coração, mas do SENHOR a resposta da língua.
  2. Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito.
  3. Confia ao Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos.
  4. O Senhor fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios, até o ímpio para o dia do mal.
  5. Abominação é ao Senhor todo o altivo de coração; não ficará impune mesmo de mãos postas.
  6. Pela misericórdia e verdade a iniqüidade é perdoada, e pelo temor do Senhor os homens se desviam do pecado.
  7. Sendo os caminhos do homem agradáveis ao Senhor, até a seus inimigos faz que tenham paz com ele.
  8. Melhor é o pouco com justiça, do que a abundância de bens com injustiça.
  9. O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.
  10. Nos lábios do rei se acha a sentença divina; a sua boca não transgride quando julga.
  11. O peso e a balança justos são do Senhor; obra sua são os pesos da bolsa.
  12. Abominação é aos reis praticarem impiedade, porque com justiça é que se estabelece o trono.
  13. Os lábios de justiça são o contentamento dos reis; eles amarão o que fala coisas retas.
  14. O furor do rei é mensageiro da morte, mas o homem sábio o apaziguará.
  15. No semblante iluminado do rei está a vida, e a sua benevolência é como a nuvem da chuva serôdia.
  16. Quão melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! e quão mais excelente é adquirir a prudência do que a prata!
  17. Os retos fazem o seu caminho desviar-se do mal; o que guarda o seu caminho preserva a sua alma.
  18. A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.
  19. Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o despojo com os soberbos.
  20. O que atenta prudentemente para o assunto achará o bem, e o que confia no Senhor será bem-aventurado.
  21. O sábio de coração será chamado prudente, e a doçura dos lábios aumentará o ensino.
  22. O entendimento para aqueles que o possuem, é uma fonte de vida, mas a instrução dos tolos é a sua estultícia.
  23. O coração do sábio instrui a sua boca, e aumenta o ensino dos seus lábios.
  24. As palavras suaves são favos de mel, doces para a alma, e saúde para os ossos.
  25. Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte.
  26. O trabalhador trabalha para si mesmo, porque a sua boca o incita.
  27. O homem ímpio cava o mal, e nos seus lábios há como que uma fogueira.
  28. O homem perverso instiga a contenda, e o intrigante separa os maiores amigos.
  29. O homem violento coage o seu próximo, e o faz deslizar por caminhos nada bons.
  30. O que fecha os olhos para imaginar coisas ruins, ao cerrar os lábios pratica o mal.
  31. Coroa de honra são as cãs, quando elas estão no caminho da justiça.
  32. Melhor é o que tarda em irar-se do que o poderoso, e o que controla o seu ânimo do que aquele que toma uma cidade.
  33. A sorte se lança no regaço, mas do Senhor procede toda a determinação.